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É tudo uma mentira!

A partir de agora, Câimbra não é mais uma dor muscular. Câimbra é uma banda de São Paulo, que grita em português e toca o cotidiano pesado, lento e desesperado da cidade. A banda nasceu num estúdio da zona oeste, em meio a encontros e desencontros de seus 5 integrantes. Todos vêm de outras bandas, mas juntaram suas diferentes influências musicais num Sludge Rock desconstruído e fragmentado. Como deve ser.


Câimbra nasceu no estúdio, mas se desenvolveu no palco. Gostam é de tocar. Já se apresentaram em várias cidades do interior paulista, nas melhores e piores casas da capital, sempre com a mesma performance intensa que não deixa esquecer: “Aqui não há portas de saída”.

 Colocar pra tocar o EP de estréia do Câimbra, é como uma epifania paradoxal. É como descobrir que existe um caminho que nem sabíamos mais procurar, ou não queremos encontrar. Um desconforto prazeroso. Cinco faixas gravadas ao vivo, num grito tão verdadeiro, que como o nome do disco, vem para nos chacoalhar: É tudo uma mentira.

CÂIMBRA – É TUDO UMA MENTIRA (2011)
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Contato Câimbra:
piettro.rms@gmail.com

post: Gustavo McNair

Um pouco de Metal Machine Music

<play and read>

Antes de começar, já aviso que não sou o maior conhecedor de Metal Machine Music. Como provavelmente a maioria dos fãs de Lou Reed, ouvi o disco uma vez só, e acho que foi suficiente. Mas não perderia a oportunidade de, vinte e cinco anos depois, ouvir o próprio tocando o famigerado álbum, que foi apontado como pior do mundo por algumas revistas main stream da época. Segundo a descrição da Rolling Stone: “the tubular groaning of a galactic refrigerator” and as displeasing to experience as “a night in a bus terminal”.

Lançado em 75 pela RCA, Metal Machine Music é o quinto álbum solo do Reed pós-Velvet Underground. Trata-se de quatro faixas, que na época foram lançadas uma em cada lado de dois vinis, de pura barulheira de reverbs e delays de guitarras, sem bateria, e sem voz. Parece claro que no meio dos anos 70, quando o punk estava começando e deixando todo mundo louco, a disco fervia, um lançamento assim fosse esculhambado e retirado das lojas 3 meses depois. E foi o que aconteceu. O noise rock, industrial music, sound art ou qualquer outra dessas rotulações pós-modernas que hoje tratam esse álbum como referência, eram ainda remotas, estavam engatinhando.

Mas o que hoje parece mais fácil de enxergar, é que Lou Reed, avant-garde que é, estava pensando à frente. Teve uma previsão conceitual certeira, mas precipitada. E música, como arte que é, deve ser alinhada e dialogar com o seu tempo, propondo uma auto-discussão contemporânea. Pensou certo, mas fez cedo. Este disco lançado hoje, provavelmente não chocaria ninguém.

Reed declarou numa entrevista à BBC na época, que o álbum é uma celebração ao Rock, que não precisa de voz ou bateria, a guitarra é a alma. Claro que é perfeitamente discutível se o que ele fez era (ou é) rock ou não. Mas o certo é que, atualmente, várias bandas formam uma vertente, que dizem ter saído do rock, se utilizando desses conceitos com banalidade. Hoje rock virou uma generalidade, uma árvore imensa com galhos e mais galhos que não param de se ramificar, e se distanciam cada vez mais de sua raiz provedora.

Lou Reed resolveu formar o Metal Machine Trio, em 2002, depois que viu o saxofonista alemão Ulrich Krieger interpretando o disco. Aos dois, juntou-se o músico eletrônico do Brooklyn Sarth Calhoun. Em meio a tantos sub-gêneros, réplicas e derivados, ver um mestre executando no Brasil sua obra mais polêmica, antecessora ao que hoje ainda se considera experimental, só pode causar uma certa euforia, esgotando os ingressos com meia hora de venda.

Na fila para comprar, em meio à tensão que todos enfrentavam vendo suas chances diminuindo numa progressão preocupante, vi pessoas conversando se ele tocaria Velvet Underground, ou alguma do Transformer (seu solo mais famoso). Espero que elas saibam o que estão fazendo.

Ou talvez, Lou Reed consiga o chock e desconforto que provocou e incomodou anos atrás. Vai ser, no mínimo, denso.

post: Gustavo

No estúdio com… HITCHCOCKS!

No estúdio com…” é uma série de especiais que vai até as bandas que fazem parte de um disperso cenário independente nacional, para registrar a música em seu tempo. Ou seja, é um trabalho que valoriza este momento da música “underground” e acredita em sua consolidação na história.

Assim, então, fica fácil, quando realizador se transforma em futuro espectador.

Nesta edição, visitamos a banda Hitchcocks, uma das que compõe com classe a boa safra roqueira da Zona Leste, que se identifica nas idéias musicais, mas surpreende no som. Os Hitchcocks trazem 4 músicas novas, pérolas do seu estilo punk/surf/garageiro, cheio de influências de trilhas sonoras de suspense e filmes B trashes, que muito bem compõe o cenário urbano caótico e paranóico de São Paulo. É sobre esses assuntos também, que eles conversam entre uma música e outra.

Confira abaixo o especial completo com a entrevista, ou as 4 músicas separadamente.





Gravado no Red Mob Studio, em São Paulo, a produção da Kana Filmes contou com o apoio da Produções Pera.

Acompanhe: youtube.com/noestudiocom

Enquanto isso, no estúdio…

Filmes de terror com trilhas de suspense, psychobilly garageiro, ficção científica, são alguns dos temas que influenciam a banda paulistana, uma das que formam a boa cena da zona leste, os Hitchcocks. E foi esse o clima também que inspirou as gravações do últimoNo estúdio com…, série da Kana Filmes que visita as melhores bandas independentes no estúdio, para acompanhar de perto o ensaio, mostrar músicas novas e trocar uma idéia musical.

Com os Hitchcocks, os reverbs no talo tomaram conta do ambiente, garantindo uma   performance orgânica de instrumentos e câmeras. A banda, que está para lançar um novo EP na gringa, tocou suas músicas recém gravadas com inspiração, e falou bastante sobre a experiência que tem (e que não é recente) na cena independente nacional.

O lançamento do especial está previsto para o fim do mês. Mas até lá, você pode  conferir mais fotos das gravações no flickr da Kana, e ouvir a banda em seu myspace. Som de primeiríssima, honrando o rock nacional e a intenção da série “No estúdio com…”.

Enquanto isso, veja os outros especiais:  youtube.com/noestudiocom

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Novo clipe do Rock Rocket, “Pérola da Noite”

Rock Rocket é uma das bandas de rock nacionais (paulistana, precisamente) mais legais atualmente. Não porque faz um rock n’ roll honesto, enérgico, cantado em português (3 raridades), que conta uma realidade de bebedeiras e inferninhos urbanos que realmente a representa. Mas porque faz tudo isso, e ainda consegue um espaço de reconhecimento e respeito na mídia musical, tão artificial, padronizada e escrava de modelos fabricados.

No fim de 2009, a banda lançou um EP 7” com 3 músicas inéditas: Rocket Jane, Pérola da Noite e Malóri Beach. Convidada para registrar esse novo trabalho, e também nova fase da banda, mais madura com a entrada do baixista Jun, a Kana Filmes fez o clipe de Pérola da Noite, um rock acelerado e empolgante, que permitiu um vídeo que caminha junto com os ideais da banda e do bom e velho rock n’ roll, como deve ser. Assista abaixo.

Pérola da Noite, do EP “Rocket Jane“, da banda Rock Rocket, está sendo exibido na MTV diariamente, nas faixas dedicadas aos clipes novos ou nacionais.

Para baixar o EP da banda, visite o site oficial.

Veja também, o Rock Rocket tocando as músicas deste EP (mais um bônus) ao vivo em “No Estúdio com… Rock Rocket“.

Rolling Stones na Rolling Stone

Saiu um artigo na revista Rolling Stone com todas as capas que a banda Rolling Stones participou. Para quem é fã é muito legal ver a trajetória da banda por capas. São 30 desde 1968 até 2010.

No site da revista dá para ver todas em sequência.

post: Filipe

Pata de Elefante ao vivo

Antes da banda instrumental do sul Pata de Elefante ganhar o prêmio na categoria instrumental no VMB deste ano, fizemos uma entrevista e gravamos o show que eles fizeram no Studio SP, em São Paulo.

O primeiro vídeo, da música ainda inédita “Pesadelo no Bambus”, que vai estar no terceiro disco da banda, já está abaixo. Rock Instrumetal de primeira!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.