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Um pouco de Metal Machine Music

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Antes de começar, já aviso que não sou o maior conhecedor de Metal Machine Music. Como provavelmente a maioria dos fãs de Lou Reed, ouvi o disco uma vez só, e acho que foi suficiente. Mas não perderia a oportunidade de, vinte e cinco anos depois, ouvir o próprio tocando o famigerado álbum, que foi apontado como pior do mundo por algumas revistas main stream da época. Segundo a descrição da Rolling Stone: “the tubular groaning of a galactic refrigerator” and as displeasing to experience as “a night in a bus terminal”.

Lançado em 75 pela RCA, Metal Machine Music é o quinto álbum solo do Reed pós-Velvet Underground. Trata-se de quatro faixas, que na época foram lançadas uma em cada lado de dois vinis, de pura barulheira de reverbs e delays de guitarras, sem bateria, e sem voz. Parece claro que no meio dos anos 70, quando o punk estava começando e deixando todo mundo louco, a disco fervia, um lançamento assim fosse esculhambado e retirado das lojas 3 meses depois. E foi o que aconteceu. O noise rock, industrial music, sound art ou qualquer outra dessas rotulações pós-modernas que hoje tratam esse álbum como referência, eram ainda remotas, estavam engatinhando.

Mas o que hoje parece mais fácil de enxergar, é que Lou Reed, avant-garde que é, estava pensando à frente. Teve uma previsão conceitual certeira, mas precipitada. E música, como arte que é, deve ser alinhada e dialogar com o seu tempo, propondo uma auto-discussão contemporânea. Pensou certo, mas fez cedo. Este disco lançado hoje, provavelmente não chocaria ninguém.

Reed declarou numa entrevista à BBC na época, que o álbum é uma celebração ao Rock, que não precisa de voz ou bateria, a guitarra é a alma. Claro que é perfeitamente discutível se o que ele fez era (ou é) rock ou não. Mas o certo é que, atualmente, várias bandas formam uma vertente, que dizem ter saído do rock, se utilizando desses conceitos com banalidade. Hoje rock virou uma generalidade, uma árvore imensa com galhos e mais galhos que não param de se ramificar, e se distanciam cada vez mais de sua raiz provedora.

Lou Reed resolveu formar o Metal Machine Trio, em 2002, depois que viu o saxofonista alemão Ulrich Krieger interpretando o disco. Aos dois, juntou-se o músico eletrônico do Brooklyn Sarth Calhoun. Em meio a tantos sub-gêneros, réplicas e derivados, ver um mestre executando no Brasil sua obra mais polêmica, antecessora ao que hoje ainda se considera experimental, só pode causar uma certa euforia, esgotando os ingressos com meia hora de venda.

Na fila para comprar, em meio à tensão que todos enfrentavam vendo suas chances diminuindo numa progressão preocupante, vi pessoas conversando se ele tocaria Velvet Underground, ou alguma do Transformer (seu solo mais famoso). Espero que elas saibam o que estão fazendo.

Ou talvez, Lou Reed consiga o chock e desconforto que provocou e incomodou anos atrás. Vai ser, no mínimo, denso.

post: Gustavo

The Dead Weather – Sea of Cowards

Em maio deste ano, o supergrupo The Dead Weather, aquele projeto onde o Jack White (White Stripes, Raconteurs) toca bateria, com a Alison Mosshart (the Kills e Discount) nos vocais, Dean Fertita (QOTSA) e Jack Lawrence (Raconteurs e The Greenhornes) nas gutarras e baixo, lançou seu segundo disco, o Sea of Cowards, seguindo uma temática móribida, obscura, de um blues-rock-stoner.

O primeiro clipe deste disco, Die By the Drop, com a nova identidade e comunicação visual, saiu logo após o lançamento do disco. Recentemente, um segundo clipe está circulando a internet, o Blue Blood Blues.

 

post: Gustavo

Novo Clipe Arctic Monkeys

Mal postamos as informações sobre o novo disco do Arctic Monkeys, e é liberado o novo clipe oficial do primeiro single, Crying Lightning, dirigido por Richard Ayaode. Incrível.

E aproveitem, que ainda está quentinho, saindo do forno, enquanto o embedded não é proibido.

Arctic Monkeys – Crying Lightning (2009)

 

post: Gustavo

Novo álbum Arctic Monkeys – Ao vivo na Internet

Finalmente, foi divulgada a data de lançamento do novo álbum do Arctic Monkeys. O “Humbug”, terceiro da banda, estará nas lojas dia 24 de agosto.

Mas, tecnológico e ansioso que o mundo é, eles apresentarão as novas músicas ao vivo pela internet, na próxima quinta-feira (30.07). O show poderá ser visto no site oficial da banda, às 17h horário da Brasília (9 p.m. in London).

As expectativas em cima deste disco são enormes. Além de ser o terceiro trabalho de uma das promessas que demostrou densidade capaz de superar a efemeridade habitual às bandas atuais, contou com dois produtores que estão na ponta da música: James Ford, que já tinha produzido o disco anterior “Favourite Worst Nightmares” (2007), e o requisitado Josh Homme, que levou a banda para gravar sob o clima marcante dos desertos da Califórnia.

James Ford é músico e produtor. Além de seu trabalho com os Arctic Monkeys, ele é um dos integrantes do Simian Mobile Disco, um time de produção de remixes, o baterista do The Last Shadow Puppets, banda de Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals), e produtor de vários discos, como o premiado do The Klaxons, “Myths of the Near Future” (2006), além de um do Mystery Jets, Test Icicles e Peaches.

Josh Homme é o líder de uma das mais influentes bandas da atualidade, o Queens of The Stone Age, além de formador dos projetos paralelos Desert Sessions (com a PJ Harvey), e Eagles of Death Metal, ambos idolatrados. Homme é um dos nomes mais cobiçados atualmente, e uma parceria desta com o Arctic Monkeys, considerado hoje top do rock moderno, só pode ser aguardada com incontrolável ansiedade e apostas altíssimas. Que venha a apresentação na internet, e que venha o disco pra gente comprovar.
 

Abaixo, um single novo já liberado, Crying Lighting.

 

post: Gustavo

A Woman a Man Walked By

A Woman a Man Walked By é o segundo e novo trabalho fruto da parceria de PJ Harvey e John Parish, que lançou um primeiro disco, Dance Hall at Louse Point, em 1996.

O primeiro single deste álbum, lançado em março, é o “Black Hearted Love”, e já virou clipe nas mãos dos artistas conceituais ingleses The Chapman Brothers.

Abaixo, o clipe, e imagens de trabalhos dos Chapman. Incrível.

PJ Harvey & John Parish – Black Hearted Love (2009)

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post: Gustavo

Iggy Pop Preliminaires

Chegou hoje (18/05) às lojas de vários países do mundo (inclusive do Brasil!) o novo álbum de Iggy Pop, Preliminaires. 

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A sonoridade deste trabalho promete ser bem diferente do som habitual de Iggy, mais puxado para o jazz, com influências da Blue Grass e experimentalismos.

O último disco lançado por ele foi o “The Weirdness”, em 2007, com o Stooges, após o retorno da banda que o consagrou, e que inventou o punk nos anos 60.

Abaixo, um trailer com o Iggy falando sobre o Preliminaires.

Aqui, um vídeo interativo do primeiro single, King of the Dogs, que já esta causando alvoroço na Europa. Este vídeo tras três opções, três versões do novo clipe, cada um com um cachorro/personagem. Depois, uma dessas versões. MUITO BOM, MUITO FODA, SENSACIONAL!

Iggy Pop – King of the Dogs (1)

Visitem o site oficial do disco, bem interessante.  E viva o Iggy Pop, que depois de tudo que já fez, e de tudo o que já pulou, ainda tem disposição para se reinventar criativamente. Ele é FODA!

 

post: Gustavo

Novidade de Domingo

Okkervil River – “Pop Lie” – 2008


OKKERVIL RIVER – THE STAND-INS (2008)

  OKKERVILRIVER.COM

post: Gustavo