Ah… anos 60.

 

glauberrosselini(Glauber e Rossellini – 1969)

 

Achei essa foto. Perfeita pra colocar no blog. Perfeita para fazer um post.

Glauber e Rossellini, dois dos maiores mestres do cinema.

Poderia falar de tanta coisa. Mas que difícil. Preferi não pesquisar e saber qual o real motivo do encontro. Deixo esta conversa aberta para a imaginação. Mas se falaram de cinema deve ter sido sensacional. 

Depois me bateu a nostalgia de uma época que não vivi (que estranho!)… Cadê os cabeçudos de hoje? Cadê a nossa arte? A arte da inspiração, que gera mudanças.

Não entendemos o nosso tempo.

 

 15_mvg_garrincha4   Britain Beatles

    (Garrincha e Pelé – 1962)                    (John e Paul – 1965)


Todos essas figuras inspiram quem as acompanhou. E hoje quem te inspira?

 

(nos links do Garrincha e do Pelé algumas belas jogadas.)

 

post: Filipe

4 Respostas para “Ah… anos 60.

  1. É estranho viver à sombra de uma época efervecente culturalmente, em tempos de tanto desistímulo.
    Naquela época, rolava uma harmonização, uma sincronia orgânica que trabalhava em todos os sentidos (formando, inclusive, duplas e grupos tão significativos, que se identificavam).
    Glauber, por exemplo, construía uma unidade cultural que ia além do cinema, e estava em sincronia com, por exemplo, o neo-realismo, que ditou e liderou as produções culturais em todos os ramos.
    Será que hoje, as produções culturais estão tão solitárias em sua falta de posicionamento, particularizadas pela falta de discussões com perspectivas de um final comum, ou o mundo anda tão desinteressante e desinteressado em talvez chegar num fim crível, tendo essa arte como objeto líder de vanguarda.
    Dá para acreditar em alguma coisa? Numa mudança? Ou o que nos resta como “criadores” e humanos é, simplesmente, a denúncia de um mundo a que não queremos mais pertencer?

  2. Talvez as pessoas nesse tempo ainda acreditassem em uma possibilidade de mudança, talvez inconsciente, e o mundo ainda não se encontava em um estágio tão avançado do capitalismo. Hoje tudo virou produto, mercadoria(inclusive Glauber, Rossellini, Garrincha etc). Acredito em uma descrença geral. Hoje todos os atos são comedidos, pensados, repensados e orçados… Difícil vermos algo original sendo criado, e se não existem novas formas o que existe então?

  3. Putz, mas naquela época já era tudo assim (quer coisa mais ‘mercadoria’ que os Beatles?). A diferença é que hoje isso é escancarado e assumido.
    Mas acho q o q era diferente mesmo naquela época, era a motivação política, o engajamento, que sempre permeava as obras daqueles que pensavam arte (glauber, rossellini e beatles), e dos que a viam (viam pelá e garrincha, os beatles).
    Daí, de fato, está a descrença.

  4. Olá,

    estou reativando o meu blog sobre cinema, o Imagem em Movimento, dessa vez no endereço: http://www.christianjafas.wordpress.com

    um abraço,

    Christian

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