Será que É Tudo Verdade?

Esta semana, na quarta-feira, dia 26, começa o festival internacional de documentários É Tudo Verdade, importante por abrir portas para os documentais que nunca chegariam por aqui, e que são sempre colocados de lado pelo público.

Esse nome faz referência a Orson Welles, que esteve na década de 40 no Brasil e fez um filme inacabado chamado “It’s All True”. Resumidamente, a história dessa visita:

Em 42, o “Cidadão Kane” foi enviado à América do Sul por Nelson Rockefeller para fazer um documentário que engrandecesse as qualidades da terra.  Ao contrário, Welles começou a mostrar o lado “verdadeiro” do Brasil, aquele que não interessava às relações (tramóias) internacionais. (Dizem que Orson fez grande amizade com o Grande Otelo, malandro tradicional, que foi quem o levou para ver o morro, a favela, o samba, e…). Resultado? Orson Welles foi “podado” pelos produtores e, aparentemente, nunca mais foi bem aceito em Hollywood. (Este artigo do Amir Labaki, fundador do festival, fala mais sobre o filme).

Esse episódio nos faz refletir sobre documentários. Enquanto filme, que tem uma intenção, diretor, enquadramento, câmera, e pretende ser visto por uma massa espectadora que não se interessa em ver a verdade (normalmente dura) revelada na grande tela, pode um documentário representar a verdade plenamente? Ou é apenas um olhar sobre a verdade? Um olhar, apenas?

“It’s All True” ficou perdido por vários anos, o que lhe rendeu muita fama e boas expectativas.

Como teria sido se Welles tivesse acabado e editado? 

Neste ano, a itinerância do festival viaja, além de São Paulo e Rio de Janeiro, para as cidades de Bauru, Brasília, Recife e Caxias. (Clique aqui para ver a programação do festival).

E força ao documentário!

 

post: Filipe

4 Respostas para “Será que É Tudo Verdade?

  1. genial o filme, achado..

  2. o filme é bem bonito, mas a historia em si nao ficou tão legal… mas é orson welles no brasil… ta valendo

  3. Que beleza as imagens do Welles!

  4. Pois é. Segundo os “especialistas”, as imagens do Welles parecem muito mais conhecedoras do Brasil que qlq filme de qlq brasileiro já feito. Ele demonstrou uma sensibilidade inspiradora.
    Serão os gorózonhos com o Grande Otelo?

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